quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Blind Guardian - 04/09/11 - RESENHA E FOTOS


 Os fãs cariocas do Blind Guardian mostraram no último domingo (4/9) por que não poderiam ficar de fora da terceira passagem da banda alemã por nosso país. Inicialmente, o Rio de Janeiro não estava incluído no novo giro do grupo de power metal pela América Latina - a turnê Sacred Worlds and Songs Divine Latin America 2011. Entretanto, devido ao cancelamento dos shows em Montevidéu (Uruguai) e Lima (Peru), a cidade ganhou uma data no roteiro brasileiro, fazendo companhia a Porto Alegre, São Paulo, São Luís e Curitiba.


E o público cumpriu com o seu papel ao lotar as dependências da Fundição Progresso, no boêmio bairro da Lapa, mesmo em um domingo e em meio à frenética sequência de shows que tem rolado na Cidade Maravilhosa. Antes da abertura dos portões, uma longa fila já se formava nas proximidades da casa de shows. Sem contar com banda de abertura, o aquecimento ficou a cargo do sistema de som do local, que ecoava petardos como “Perry Mason”, de Ozzy Osbourne, e “Born to Be Wild”, do Steppenwolf, para delírio da galera que ia ocupando os espaços da pista.


Eis que por volta das 21h30, as luzes se apagaram e, sob gritaria geral, iniciou-se a longa e apoteótica introdução orquestrada de “Sacred Worlds”, faixa de abertura do álbum At the Edge of Time (2010), que dá suporte à atual turnê. Aos poucos, subiram ao palco, decorado apenas com um backdrop que reproduzia a capa do novo CD, Frederik Ehmke (bateria), os músicos de apoio Oliver Holzwarth (baixo) e Michael Schüren (teclados), André Olbrich e Marcus Siepen (guitarras) e, por último, Hansi Kürsch (vocal).


 Daí em diante, o que se presenciou foi uma sucessão de clássicos da carreira do BG. Além da inegável competência do conjunto, há de se destacar o espetáculo à parte proporcionado pelos fãs, que cantaram euforicamente todas as músicas do setlist, das mais agitadas como “Welcome to Dying”, “Traveler in Time” e “Valhalla”, às faixas mais cadenciadas “Nightfall”, “Lord of the Rings” e, claro, o hino “The Bard’s Song (In the Forest)”. Nem mesmo nas composições novas, "Tanelorn (Into the Void)" e "Wheel of Time", a galera deixou a peteca cair, acompanhando em coro o vocalista Hansi Kürsch. Tamanho envolvimento do público faz dos shows desses alemães uma experiência quase catártica.


Era visível a satisfação da banda com o que via do palco. Com a plateia na mão desde o início, o carismático Hansi agitava o público e contava uma pequena história relacionada à música que viria a seguir, sem deixar de elogiar o entusiasmo dos cariocas. 


Tanto que a intensa vibração dos fãs “obrigou” a banda a quebrar, no fim, uma espécie de, digamos, “protocolo interno”. Habitualmente, o Blind Guardian encerra seus shows com “Mirror Mirror”, do disco Nightfall in Middle-Earth (1998). Porém, diante dos apelos que vinham da pista pela música “Majesty”, os bardos voltaram para um segundo bis, fechando as quase duas horas de espetáculo com o petardo de seu primeiro trabalho, Battalions of Fear (1988). E lembrar que o Rio de Janeiro ia perder esse show.




Setlist

Sacred Worlds
Welcome to Dying
Nightfall
Fly
Time Stands Still (at the Iron Hill)
Traveler in Time
Mordred's Song
Tanelorn (Into the Void)
Lord of the Rings
Valhalla
Imaginations from the Other Side
Encore:
Wheel of Time
The Bard's Song (In the Forest)
Mirror Mirror
Encore 2:
Majesty

Resenha por Léo Melo. Fotos por Anderson "Stormwind" da Silveira.

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