quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Loaded - RESENHA E FOTOS por Leo Melo

Loaded: banda de ex-baixista do Guns faz show para poucos no Rio

Paixão pelo que faz e respeito aos fãs explicam o que foi o show do Loaded, no Rio de Janeiro, sexta-feira (18 de novembro). A dois dias de sua realização, o concerto da banda liderada pelo ex-baixista do Guns N’ Roses, Duff McKagan, chegou a ser cancelado no Vivo Rio “pela baixa procura por ingressos”. A notícia rapidamente se espalhou na internet e “bombou” nas redes sociais. Foi através delas, inclusive, que o músico se manifestou, garantindo, via Twitter, que tocaria na cidade na data marcada.  

E cumpriu a promessa. Na véspera, a casa de espetáculos voltou a incluir o show em seu site. A confirmação repercutiu na web, mas não assegurou maior presença de público, mesmo com ingressos podendo ser adquiridos por menos de quarenta reais. Apesar da plateia reduzida (cerca de 300 pessoas), Duff e cia. fizeram em solo carioca a apresentação mais longa de sua turnê no Brasil. Dias antes, a banda participou do Festival SWU, em Paulínia (SP), e abriu para o Down, de Phil Anselmo (ex-Pantera), em Curitiba e Porto Alegre.

Baixista do Velvet Revolver e da formação clássica do Guns, o músico exerce o papel de frontman no Loaded. Faz o vocal principal, a guitarra-base e durante o show retoma as quatro cordas em algumas faixas. Complementado por Mike Squires (guitarra solo), Jeff Rouse (baixo) e Isaac Carpenter (bateria), o Duff McKagan’s Loaded iniciou a noite com “Executioner’s Song” e “We Win”, ambas do disco The Talking (2011).

Músicas como “Sleaze Factory”, “Dead Skin”, “Sick”, “Dark Days” e “Seattlehead” dividiram o setlist com alguns covers gravados pelo Guns N’ Roses no álbum The Spaghetti Incident? (1998). Foram os casos de “New Rose” (do Damned), “You Can't Put Your Arms Around A Memory” (de Johnny Thunders) e “Attitude” (do Misfits). Na faixa “Good News”, Duff relembrou os tempos do Neurotic Outsiders, o supergrupo que formou em 1995 com Steve Jones (Sex Pistols), Matt Sorum (seu parceiro no Guns e no Velvet Revolver) e John Taylor (Duran Duran).

Feliz em tocar no Rio, Duff comentou o quase cancelamento do show e a repercussão do episódio no Twitter e Facebook ao agradecer o público presente. Antes de tocar “Cocaine”, do disco novo, chamou um fã para traduzir uma pequena história sobre a canção. Em outro momento, desceu até o fosso para cumprimentar a galera. Merece destaque também a participação especial de Dave “The Snake” Sabo. Convidado ao palco, o guitarrista do Skid Row e manager do Loaded tocou um trecho do clássico “Monkey Business”. Delírio geral.


Quem foi principalmente pelas músicas do Guns, curtiu “So Fine”, “Dust N’ Bones” e “It's So Easy” encerrando de forma vibrante os 90 minutos de show. Além delas, a sequência final de “Patience”, cantada por todos, proporcionou um espetáculo que ficaria ainda mais emocionante se o público tivesse comparecido em peso.

Setlist

Executioner’s Song
We Win
Sleaze Factory
Dead Skin
Dark Days
Seattlehead
New Rose (The Damned cover)
Good News (Neurotic Outsiders cover)
Sick
Monkey Business (Skid Row cover)
Cocaine
So Fine (Guns N' Roses cover)
You Can't Put Your Arms Around A Memory (Johnny Thunders cover)
Patience (Guns N' Roses cover)
Wasted Heart
Your Name
Lords of Abbadon

Bis:
Attitude (Misfits cover)
Dust N' Bones Guns N' Roses cover)
It's So Easy (Guns N' Roses cover)

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Pearl Jam - RESENHA por Léo Melo

Seis anos depois, Pearl Jam repete catarse coletiva na Apoteose

Dia 4 de dezembro de 2005. Naquela data, o Pearl Jam fazia sua primeira apresentação no Rio de Janeiro. Devido a outro show no mesmo dia, descartei o concerto da banda de Seattle, mas soube depois, por meio de amigos presentes à Praça da Apoteose, que o mesmo tinha sido histórico, sensacional, espetacular, entre outros adjetivos. Resenhas da imprensa na época chegaram a compará-lo a um culto, tamanha a catarse coletiva.

Quase seis anos depois, no último domingo, 6 de novembro de 2011, pude finalmente constatar in loco que aqueles elogios não foram exagerados. Sob o comando do carismático Eddie Vedder, o conjunto norte-americano fez um espetáculo irrepreensível diante de 35 mil pessoas que lotaram a pista e as arquibancadas da mesma Apoteose. Era possível ver muitos fãs com camisas do grupo, vendidas nos estandes de merchandising a exorbitantes 80 paus, ou com as tradicionais camisas xadrez (de flanela ou não), que virou marca registrada do movimento grunge.

Ao lado dos competentes Stone Gossard, Mike McCready (guitarras), Jeff Ament (baixo), Matt Cameron (bateria) e Boom Gaspar (teclados), Vedder soltou o vozeirão (em plena forma) por 2h40 em um total de 30 músicas. O show, que teve cara de Best of dos 20 anos de carreira do grupo celebrados agora em 2011, começou às 20h32, com “Unthought Known”, do mais recente disco de estúdio, Backspacer (2009), após uma energética apresentação da veterana banda de punk rock X.

Em seguida, o Pear Jam voltou no tempo com várias músicas da década de 1990, incluindo “Last Exit”, “Corduroy” e “Nothingman” (do álbum Vitalogy, 1994); “Blood” (Vs., 1993); além de “Given To Fly” e “Faithfull” (Yield, 1998). No entanto, foi na hora de “Even Flow”, primeira das cinco faixas tocadas do aclamado trabalho de estreia Ten (1991), que a Apoteose tremeu. Rodas de pogo abriram na pista e, lembrando o vídeoclipe, fãs eram conduzidos de mão em mão pela plateia. Delírio total. Só faltou mesmo Vedder dar um mosh sobre a galera.

O vocalista, que também tocou guitarra em muitos momentos, procurou retribuir a vibração da massa. Auxiliado por uma cola com frases em português, o músico tentou comunicar-se com a plateia entre uma música e outra. Elogiou as belezas naturais da cidade, o público carioca e arrancou aplausos até quando escorregou em nosso idioma. Vedder ainda jogou baquetas e pandeiros; exibiu uma camisa da seleção brasileira que ganhou com o seu nome; deu sua garrafa de vinho a um fã da fila do gargarejo; e, no fim, deixou o palco com a bandeira do Brasil nas costas.

Ainda na primeira parte do show, “The Fixer” e “Got Some”, do último álbum, dividiram o setlist com clássicos como “Habit” (No Code, 1996), “Immortality” (Vitalogy) e “Why Go” (Ten). Após um breve intervalo, a banda voltou para dois (longos) bis, com sete músicas cada. No primeiro deles, um dos destaques foi a homenagem de Vedder ao falecido amigo Johhny Ramone, para quem dedicou “Come Back” (Pearl Jam, 2006), seguida de “I Believe in Miracles”, cover dos Ramones. No encerramento, o petardo “Do the Evolution” (Yield) e o hino “Jeremy” (Ten) também tiveram entusiasmada receptividade do público.

Já o segundo bis começou com uma performance arrasadora de Vedder no cover de “Mother”, do Pink Floyd. Depois, outros três grandes hits prepararam o público para a matadora sequência final da apresentação. “Better Man” (Vitalogy) e a dobradinha “Black” e “Alive” (Ten) foram de arrepiar com a emocionante participação da plateia. Houve ainda tempo para o tradicional cover de “Rockin' in the Free World”, de Neil Young, seguido de “Indifference” (V.s) e “Yellow Ledbetter” (Lost Dogs, 2003), que, já com as luzes da Apoteose acesas, fechou a emblemática noite.

Resta torcer para que o Pearl Jam não só complete outros 20 anos em sua bem sucedida trajetória, mas que também retorne outras vezes ao Brasil. E de preferência que não leve mais de cinco anos para desembarcar aqui. Os fãs certamente agradecerão e comparecerão. Com ou sem camisas xadrez.

Setlist

Unthought Known
Last Exit
Blood
Corduroy
Given To Fly
Nothingman
Faithfull
Even Flow
Daughter
Habit
Immortality
The Fixer
Got Some
Elderly Woman Behind the Counter in a Small Town
Why Go
Rearviewmirror

Bis 1:
Just Breathe
Come Back
I Believe In Miracles (Ramones cover)
State of Love And Trust
Of the Earth
Do the Evolution
Jeremy

Bis 2:
Mother (Pink Floyd cover)
Better Man
Black
Alive
Rockin' in the Free World (Neil Young cover)
Indifference
Yellow Ledbetter

Bad Religion - RESENHA por Leo Melo

Bad Religion – 15/10/2011 – Fundição Progresso (Rio de Janeiro)

O Bad Religion está celebrando 30 anos de carreira e o Brasil, que já recebeu o grupo em outras seis ocasiões, não poderia ficar ausente dessa festa. Depois dos fãs de Curitiba, São Paulo e Brasília, foi a vez de os cariocas comemorarem a longevidade da banda norte-americana, ícone do punk rock. A apresentação no Rio de Janeiro encerrou o mais recente giro dos californianos pela América do Sul, e abarrotou de admiradores a Fundição Progresso, na Lapa, sábado (15 de outubro).

Com o seu som engajado, expressado nas letras politizadas, o Bad Religion atrai um grande número de apreciadores também de outras vertentes do rock, incluindo esse humilde redator. A turnê comemorativa promove ainda o 15º álbum de estúdio do conjunto, The Dissent of Man (2010). Aliás, foi do último disco o petardo que abriu o show. Os acordes de "The Resist Stance" ecoaram pouco antes da meia-noite (que passou a ser 1h da manhã, devido ao início do horário de verão), fazendo todo mundo pular.

Privilegiando os trabalhos mais recentes no começo da apresentação, o carismático vocalista Greg Graffin, os guitarristas Greg Hetson e Brian Baker, o baixista Jay Bentley e o baterista Brooks Wackerman emendaram, na sequência, “Social Suicide”, de The Empire Strikes First (2004). Depois, veio o primeiro clássico da noite, a faixa "21st Century (Digital Boy)", do disco Against the Grain (1990), que foi cantada verso a verso por todos.

Na pista, a agitação dos fãs se manifestou também nas inúmeras rodas de pogo e na prática do crowd surfing. Alguns (contei uns quatro), mais corajosos, conseguiram subir no palco para pular no meio da galera, o tradicional stage diving. Já outro, sortudo, teve a honra de cantar um trecho de “Let Them Eat War”, do anteriormente citado The Empire Strikes First, ao lado dos ídolos. Enfim, tudo o que um autêntico show de punk rock tem direito.

O setlist, com 25 músicas no total, passeou por boa parte da discografia do veterano grupo. Faixas-títulos de álbuns clássicos das décadas de 1980 e 90, “Recipe for Hate”, “Generator” e “No Control”, entre outras, rechearam o bolo ao lado de composições lançadas na última década, como “The Defense”, “Before You Die”, “Wrong Way Kids” e “New Dark Ages".

Infelizmente, o álbum The Gray Race (1996), cuja turnê trouxe o Bad Religion pela primeira vez ao Brasil para o extinto festival Close-Up Planet, teve apenas “Come Join Us” relembrada. O mesmo vale dizer em relação aos CDs No Substance (1998) e The New America (2000), que foram completamente ignorados.

Para o bis, a banda reservou dois de seus maiores hits, antes de encerrar a apresentação com “Sorrow”, do disco The Process of Belief (2002). Após um curto solo de bateria, os hinos “American Jesus”, de Recipe for Hate (1993), e “Infected”, de Stranger than Fiction (1994), mostraram que os fãs ainda tinham pique para, no barato, mais uma hora de show.

Ao final de 80 minutos de muito punk rock na veia, o público, extasiado, deixou aos poucos as dependências da Fundição, enquanto os roadies desmontavam os equipamentos no palco. Curiosamente, uma parte dos fãs, embalada pelo som vindo dos PAs, permanecia na pista fazendo rodas, sem notar que, por conta do horário de verão, já se passava das duas da madrugada de domingo. Isso é punk rock, bebê!

Setlist

The Resist Stance
Social Suicide
21st Century (Digital Boy)
Los Angeles Is Burning
Wrong Way Kids
Overture
Atomic Garden
Before You Die
Recipe for Hate
I Want to Conquer the World
Come Join Us
New Dark Ages
Do What You Want
You
Modern Man
Generator
The Defense
Let Them Eat War
No Control
Anesthesia
Along the Way
Fuck Armageddon... This Is Hell

Bis:
American Jesus
Infected
Sorrow

domingo, 6 de novembro de 2011

Tears For Fears - RESENHA por Leo Melo


Tears for Fears - 08/10/2011 - Citibank Hall (Rio de Janeiro)

A popular expressão “Jogo ganho” é, frequentemente, usada nas coberturas de eventos musicais para expressar quando um artista conquista o público logo nos primeiros acordes, ou antes mesmo de pisar no palco. O que dizer, então, quando isso se aplica a uma banda repleta de hits radiofônicos resistentes ao tempo, como no caso do Tears for Fears? Pois foi essa a sensação de quem esteve no Citibank Hall, sábado, dia 8 de outubro.

Em sua primeira turnê pelo Brasil após a retomada da parceria em 2000, a dupla inglesa, que marcou época nos anos de 1980 e separou-se por mais de uma década, lotou a casa de espetáculos na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Na véspera do show, todos os ingressos postos à venda já estavam esgotados.  

Contrariando a pontualidade britânica, Roland Orzabal (voz e guitarra) e Curt Smith (voz e baixo) subiram ao palco 15 minutos além do horário previsto, marcado para as 22h. Mas o ligeiro atraso foi rapidamente compensado. Apoiada por uma excelente banda e com suas vozes em plena forma, a dupla apresentou logo de cara o clássico “Everybody Wants to Rule the World”, extraído do seu álbum de maior êxito comercial, Songs from the Big Chair (1985).

Outro destaque foi o cenário, especialmente a iluminação. Os efeitos produzidos pelo belo jogo de luzes distribuídas em armações metálicas, somados às imagens exibidas em um telão central ao fundo (os dois laterais concentravam-se na banda), deram ainda mais charme ao classudo pop rock dos ingleses.

Na sequência, “Secret World”, uma das quatro faixas tocadas do mais recente trabalho,Everybody Loves a Happy Ending (2004), e “Sowing the Seeds of Love”, do disco The Seeds of Love (1989), tiveram suas performances afetadas por falhas no sistema de som. Após a execução dessa última, uma pequena pausa para os ajustes técnicos foi a deixa para que a dupla saudasse o público, em um dos poucos momentos de interação com a plateia. Orzabal misturou inglês e portunhol, enquanto Smith brincou com o calor que fazia na casa.

Ao longo de quase 100 minutos de apresentação, não faltaram faixas também do álbum de estreia, The Hurting (1983), como “Change”, “Mad World”, “Memories Fade” e “Pale Shelter”.Além, é claro, dos sucessos “Advice For the Young at Heart” e “Head Over Heels”, respectivamente, dos já citados The Seeds of Love e Songs from the Big Chair.

Houve ainda espaço no setlist para uma versão intimista de “Billie Jean”, imortalizada pelo Rei do Pop, Michael Jackson. Apesar de desnecessário na visão desse redator, o cover foi bastante aplaudido. Única representante do CD Elemental (1993), lançado por Orzabal sob o nome de Tears for Fears, no período de separação da dupla, a ótima “Break It Down Again” também teve calorosa recepção dos fãs.

Na volta para o bis, a banda foi recepcionada por um coro de oito mil vozes que cantava o refrão de seu maior hit, “Shout”, que encerrou a festa. Antes, porém, outro clássico obrigatório não deixou de ser relembrado. Resistente ao tempo, como comprova sua execução ainda frequente nas rádios, a balada “Woman in Chains” teve como destaque a interpretação do vocalista de apoio Michael Wainwright, que reproduziu à perfeição os trechos gravados originalmente pela cantora Odela Adams.  

Setlist

Everybody Wants to Rule the World
Secret World
Sowing the Seeds of Love
Change
Call Me Mellow
Everybody Loves a Happy Ending
Mad World
Memories Fade
Closest Thing to Heaven
Billie Jean (Michael Jackson cover)
Advice for the Young at Heart
Floating Down the River
Badman's Song
Pale Shelter
Break It Down Again
Head Over Heels
Encore:
Woman in Chains
Shout

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Rock Fest I - 05/11


Rock Fest I é um evento em homenagem aos Beatles e a Elvis que conta com a banda Ekletyca, antiga Magical Nikity Tour, liderada por Leandro Siqueira.
Para quem curte o som destas lendas do rock, vale a pena conferir!

Local: clube Combinado 5 de Julho, em Niterói, localizado na Av. do Contorno, S/N - Barreto, Niterói (ao lado da quadra da Unidos do Viradouro)
Hora: 22h
Mesa: R$ 20,00 (com 4 convites)
Ingresso individual: R$ 8,00

Classificação: 18 anos.